Notícias Financeiras

Literatura como memória, denúncia e futuro é tema de roda de conversa em Paraty

Share
Literatura como memória, denúncia e futuro é tema de roda de conversa em Paraty
Divulgação
Share

Em uma época em que tantas histórias ainda são silenciadas, escrever também se tornou um ato de permanência. É dessa reflexão que nasce a roda de conversa “Escrever para Permanecer – Quando a literatura se torna memória, denúncia e futuro”, que acontece no próximo dia 24 de julho, às 18h, na Casa Ofício, no Centro Histórico de Paraty. Vale destacar que a participação é gratuita e aberta ao público.

O encontro reúne três autoras cujas trajetórias e obras dialogam com temas fundamentais da sociedade brasileira: memória, justiça social, ancestralidade, violência contra a mulher, autonomia financeira e representatividade. Embora partam de experiências distintas, Sol de Paula, Meri Eli Pereira e Patrícia Marins compartilham a compreensão de que a literatura é capaz de registrar aquilo que o tempo, muitas vezes, insiste em apagar.

Autora de Entre Contas, Talentos e Sobrevivência, Patrícia Marins convida o público a refletir sobre a relação das mulheres negras com o dinheiro, o trabalho, a autoestima e a liberdade. A obra amplia o debate sobre educação financeira ao considerar aspectos históricos, sociais e culturais que atravessam a construção da autonomia econômica.

Já Meri Eli Pereira apresenta Somos Todas Marias, livro construído a partir de relatos de mulheres que vivenciaram situações de violência doméstica. A publicação transforma experiências de dor em testemunhos que acolhem, provocam reflexão e fortalecem o debate sobre enfrentamento à violência de gênero.

Com Histórias para João Cândido Dormir, Sol de Paula aproxima crianças, jovens e adultos da trajetória de João Cândido, líder da Revolta da Chibata, valorizando uma personagem essencial da história brasileira que ainda permanece pouco presente nas narrativas tradicionais. A obra reforça a importância da literatura na preservação da memória e na valorização de referências negras.

Mais do que apresentar livros, a roda de conversa propõe um diálogo sobre o papel da escrita na construção da memória coletiva. Em um contexto marcado por apagamentos históricos e desigualdades, escrever também significa registrar vivências, preservar identidades e ampliar perspectivas para as próximas gerações.

Para Patrícia Marins, a literatura ocupa um lugar fundamental na construção de futuros mais conscientes.

“Quando escrevemos, deixamos de falar apenas sobre nós. Escrevemos para que outras pessoas se reconheçam, para que histórias não desapareçam e para que experiências individuais se transformem em memória coletiva. A literatura tem esse poder de permanecer quando tantas outras formas de registro se perdem”, destaca a autora.

A mediação será conduzida por Tássia di Carvalho, jornalista, publicitária e fundadora da Agência Is, que há quase uma década desenvolve projetos voltados à comunicação, impacto social e fortalecimento de narrativas que promovem diversidade e transformação.

Serviço

Roda de conversa: Escrever para Permanecer – Quando a literatura se torna memória, denúncia e futuro

Data: 24 de julho

Horário: 18h

Local: Casa Ofício – Rua Doutor Pereira, 107, Centro Histórico de Paraty.

Share
Related Articles
Divulgação
Notícias Financeiras

Verão europeu impulsiona viagens de brasileiros e aumenta a busca pelos melhores cartões para gastos no exterior

Enquanto o inverno predomina no Brasil, milhares de brasileiros embarcam rumo ao...

Divulgação Cartão de TODOS
Notícias Financeiras

Cartão de TODOS promove campanha com roleta interativa e distribui 100 prêmios aos participantes

Entre 20 e 31 de julho, novos clientes poderão girar a roleta...

Divulgação
Notícias Financeiras

Inscrições para o FIES terminam nesta sexta-feira; programa conta com novas regras e amplia opções para candidatos

Inscrições para o FIES terminam nesta sexta-feira; programa conta com novas regras...