Levantamento com mais de 80 mil contratos mostra
mudança no perfil das operações entre janeiro e outubro de 2026
O prazo médio dos novos contratos do Crédito do
Trabalhador chegou a 38,9 meses em outubro de 2026, quase três vezes o
registrado no início do ano. Em janeiro, a média era de 13,3 meses. No mesmo
intervalo, a parcela média caiu de R$ 374,52 para R$ 212,34, uma redução de
aproximadamente 43%. Os dados são de um levantamento do Meu Consig,
correspondente bancário com sede em Terra de Areia, no Rio Grande do Sul, que
analisou 80.072 contratos pagos entre janeiro e outubro.
A mudança também aparece na distribuição das operações
por prazo. No primeiro mês do ano, 74,7% dos contratos tinham duração de até 12
meses. A partir de maio, operações nessa faixa praticamente desapareceram. Em
outubro, 58,9% dos novos contratos ultrapassavam 36 meses, indicando uma
concentração maior em financiamentos de duração mais longa.
O levantamento foi elaborado com informações agregadas
e anônimas de 74.259 clientes da base da empresa, extraídas em 30 de outubro de
2026. Os números permitem observar como as condições das operações contratadas
mudaram ao longo dos dez primeiros meses do ano.
Prazo maior reduz a prestação, mas exige atenção
A redução da parcela mensal pode facilitar a
organização das despesas de quem contrata o crédito. No entanto, o prazo
estendido também significa mais meses de compromisso financeiro e pode elevar o
valor total pago ao final do contrato.
Por isso, a prestação não deve ser o único critério na
escolha de uma operação. É importante verificar a quantidade de parcelas, a
taxa de juros e o Custo Efetivo Total (CET), que reúne os encargos da
contratação. A comparação entre propostas de diferentes instituições também
pode ajudar o trabalhador a identificar as condições mais adequadas à sua
realidade.
O valor médio dos novos contratos no levantamento foi
de R$ 2.506. Em janeiro, a média era de R$ 2.435, enquanto em outubro chegou a
R$ 2.750. A combinação de valores relativamente baixos com prazos mais longos é
um dos aspectos destacados pelos dados.
Levantamento mostra concentração em valores de até R$ 3 mil
As operações de até R$ 3 mil representaram 71,7% dos
novos contratos analisados. Desse total, 22,4% ficaram na faixa de até R$ 1 mil
e 49,3% entre R$ 1 mil e R$ 3 mil. Apenas 1,2% ultrapassaram R$ 10 mil.
O perfil etário também apresenta concentração: 66,5%
dos clientes tinham entre 25 e 44 anos. As mulheres corresponderam a 42,6% dos
contratos, enquanto os homens representaram 57,4%.
O alcance geográfico inclui os 27 estados brasileiros e
aproximadamente 4 mil municípios. O Sudeste respondeu por 45,1% das operações,
seguido pelo Sul, com 24,4%, e pelo Nordeste, com 14,6%.
O Meu Consig atua como correspondente bancário e
intermedeia o acesso a produtos financeiros. A análise das propostas, a
aprovação e a concessão dos valores são responsabilidades das instituições
financeiras parceiras. Os dados apresentados se restringem à base de contratos
pagos da empresa.
Para conhecer as características da modalidade e
consultar condições, o trabalhador pode acessar o guia e
simulação do Crédito do Trabalhador.