Notícias Financeiras

Planos de saúde não podem reajustar como quiserem: consumidor pode ter direito à devolução de valores pagos a mais

Share
Planos de saúde não podem reajustar como quiserem: consumidor pode ter direito à devolução de valores pagos a mais
Share
A advogada Mariana Lopes explica que aumentos nos planos devem seguir regras da ANS e que é possível contestar cobranças abusivas na Justiça

Com o passar dos anos, muitos consumidores se assustam ao ver o valor do plano de saúde subir de forma significativa — em alguns casos, até dobrando o preço em poucos meses. O que poucos sabem é que nem todo reajuste é legal e, em determinadas situações, é possível questionar o aumento e até reaver valores pagos indevidamente.
A advogada Mariana Lopes, especialista em Direito do Consumidor e Cível, alerta que os planos de saúde são obrigados a seguir regras claras estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “Nem todo reajuste é autorizado. Os aumentos por mudança de faixa etária, por exemplo, devem respeitar limites e critérios específicos, especialmente em contratos antigos ou coletivos por adesão”, explica.
Segundo a especialista, há casos em que o consumidor paga mensalidades reajustadas por anos, sem saber que os valores estão acima do permitido.
“Muitos clientes acreditam que não têm escolha e continuam pagando para não perder o plano, mas a verdade é que esses valores podem ser revistos judicialmente. Já tivemos decisões que determinaram não só a suspensão do reajuste abusivo, como também a devolução dos valores pagos a mais”, afirma Mariana.
A advogada orienta que o consumidor fique atento aos seguintes pontos:
•Verificar se o reajuste foi devidamente comunicado e justificado pela operadora;
•Conferir se o aumento está dentro dos limites estabelecidos pela ANS;
•Observar o contrato para entender a base legal do reajuste (individual, familiar, coletivo, por adesão, empresarial);
•Guardar boletos, contratos e comunicações da operadora como prova.
“Se o reajuste for abusivo, o consumidor não é obrigado a aceitar calado. É possível entrar com ação judicial, pedir a revisão do contrato e até solicitar a devolução dos valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos”, ressalta Mariana Lopes.
Ela reforça que o acesso à saúde é um direito fundamental, e que os planos devem ser uma garantia de segurança — não um motivo de preocupação financeira. “O consumidor tem o direito de pagar um valor justo e proporcional. Reajustes acima da média, sem base legal ou explicação, não devem ser tolerados.”
Instagram: @lopesbarbiero_

Share
Related Articles
Imagem criada chatgpt
Notícias Financeiras

Bandeira tarifária afeta planejamento mensal

Bandeira tarifária afeta o planejamento mensal porque altera a percepção do consumidor...

Divulgação
Notícias Financeiras

Imprevisibilidade do caixa passa a pesar tanto quanto a inadimplência na análise de crédito

O mercado de crédito corporativo vive uma mudança silenciosa, mas profunda. A...

Imagem criada chatgpt
Notícias Financeiras

Orçamento mensal: como estruturar corretamente

Orçamento mensal é a base para quem deseja manter controle real sobre...

João Paulo Ferreira
Notícias Financeiras

Montagem teatral transforma debate sobre terras raras e mineração em reflexão pública em Minas

“Depois que Mariana Conheceu o Mar” convida o público a acompanhar a...