Notícias Financeiras

Engenheiro brasileiro reconhecido pelo IEEE implementa acessibilidade em plataformas financeiras para milhões na América do Norte

Share
Divulgação
Divulgação
Share

A inclusão digital em larga escala
está transformando a relação de milhões de pessoas com o dinheiro. Aplicativos
financeiros acessíveis têm ampliado o acesso ao sistema bancário para pessoas
com deficiência (PcD). No centro desse movimento está o trabalho do engenheiro
de software sênior Leandro Fernandes de Oliveira, especialista em
acessibilidade digital aplicada ao setor financeiro.

Com a
digitalização bancária acelerada por novas tecnologias, o celular se tornou a
principal porta de entrada para serviços financeiros em todo o mundo. No
entanto, para que essa transformação seja realmente inclusiva, é necessário que
os aplicativos funcionem de forma adequada para todos, inclusive para quem
utiliza leitores de tela ou possui limitações visuais e motoras.

Reconhecido
como IEEE Senior Member em 2025 — honraria concedida a menos de 10% dos membros
da maior organização técnica do mundo, após comprovação de realizações notáveis
e revisão por pares — Leandro integra uma seleta comunidade global de
engenharia. Sua experiência em acessibilidade digital abrange dois dos maiores
grupos financeiros da América do Norte: o Desjardins Group, maior grupo
financeiro cooperativo do Canadá servindo milhões de clientes, e a Morgan
Stanley, onde atualmente desenvolve funcionalidades para a plataforma E*TRADE
com mais de 2 milhões de usuários ativos.

No
Desjardins Group, Leandro implementou funcionalidades de acessibilidade com
VoiceOver e Dynamic Type seguindo diretrizes WCAG, garantindo que milhões de
clientes com deficiência pudessem utilizar o aplicativo de serviços financeiros
móveis. Além disso, construiu o UI Framework do Design System do Desjardins,
componente que permitiu que outros desenvolvedores da instituição criassem
telas acessíveis de forma padronizada e automática, gerando impacto sistêmico
na qualidade de acessibilidade de todo o aplicativo. Ele também participou do
ciclo completo de desenvolvimento de funcionalidades de pagamento por cartão de
crédito e cartão pré-pago. Atualmente, no E*TRADE da Morgan Stanley, Leandro
implementa funcionalidades compatíveis com VoiceOver e atua na correção de
barreiras de acessibilidade na plataforma de trading utilizada por mais de 2
milhões de usuários.

“A acessibilidade não é apenas uma
exigência legal, mas um fator estratégico que, ao ser implementado em escala,
transforma o bem-estar social e fortalece a confiança nas instituições”, afirma
Leandro.

Segundo ele, quando um aplicativo
financeiro é acessível, o impacto vai além da tecnologia. “Estamos falando de
autonomia e dignidade. Uma pessoa que consegue pagar uma conta ou consultar seu
saldo sozinha exerce plenamente sua cidadania.”

Hoje, Leandro atua na
reimplementação de funcionalidades de visualização de lotes de ações, com foco
na correção de barreiras que dificultam a navegação por leitores de tela.
“Muitos aplicativos ainda apresentam falhas simples, como botões sem descrição textual.
Isso impede o uso de tecnologias assistivas e exclui os usuários que dependem
desses recursos.”

Para
Leandro, a acessibilidade em plataformas financeiras vai além da inclusão
social. “A correção de barreiras em leitores de tela na visualização de
lotes de ações reduz drasticamente o risco de erros transacionais. Quando um
usuário com deficiência visual não consegue identificar corretamente o valor de
uma operação porque o botão não tem descrição textual, o prejuízo não é apenas
de usabilidade, é financeiro. Em sistemas de alta criticidade como o E*TRADE,
acessibilidade e segurança operacional são indissociaveis”, explica.

Tanto no
Canadá quanto nos Estados Unidos, grandes instituições financeiras têm
investido em inclusão digital como parte de suas estratégias de conformidade e
experiência do usuário. Apesar do avanço, ainda há desafios na padronização da
experiência e na aplicação consistente de normas técnicas como as diretrizes
internacionais WCAG.

Para Leandro, a inclusão financeira
é uma ferramenta concreta de combate à desigualdade. “Quando ampliamos o acesso
ao crédito, à poupança e a serviços bancários seguros, criamos oportunidades
reais de desenvolvimento econômico, especialmente para os mais vulneráveis.”

Além do
trabalho em grandes instituições, Leandro também desenvolveu voluntariamente o
aplicativo KD Brasil, uma plataforma mobile gratuita que conecta a comunidade
brasileira imigrante nos Estados Unidos e no Canadá, oferecendo busca de
serviços e anúncios entre brasileiros. “A tecnologia deve aproximar
pessoas, não afastar. Quando criei o KD Brasil, o objetivo era usar minha
experiência técnica para resolver um problema real da comunidade onde
vivo”, afirma.

Ao unir engenharia, escala e
propósito social, Leandro Fernandes de Oliveira reforça que a inclusão digital
não é apenas inovação tecnológica, é um caminho para uma sociedade mais justa,
autônoma e financeiramente cidadã.

Share
Related Articles
Divulgação
Notícias Financeiras

Acionamento Positivo. Mais um mito que desapareceu e quem não notou vai sumir ou sumiu

* Ellyot Mackenzie O mercado financeiro no Brasil tanto no que se...

Divulgação
Notícias Financeiras

Marina Alves e Giba lideram nova fase da Brazil Pays e reforçam expansão global da fintech

A Brazil Pays inicia um novo capítulo em sua trajetória de crescimento...

Foto Divulgação
Notícias Financeiras

Braza Bank e Pix4You unem forças para ampliar ecossistema financeiro internacional

Parceria conecta brasileiros a estabelecimentos nos Estados Unidos com menos burocracia e...

Divulgação
Notícias Financeiras

Conheça os principais direitos do turista no Brasil e saiba como agir em caso de problemas

No Dia Pan-Americano do Turismo (01.03), especialista traz orientações para que turistas...